Em época de eleição por que não se fala na indústria da moda?

Chegando época eleição começam os debates acalorados, tweeter bombando, muitos questionamentos e dúvidas em quem votar. A partir disso começam análises dos candidatos e suas propostas, porém ainda tem alguns detalhes extras que acabam influenciando.

Pode parecer besteira, mas a roupa que os candidatos estão vestindo faz parte da análise, mesmo que inconsciente, se são adequados para o papel de presidente. Principalmente se tivermos alguma mulher se candidatando para um cargo importante como para governadora ou para presidenta. Numa geração onde os maiores empresários são rapazes que usam calça jeans, camiseta e moletom, qual a verdadeira importância?

Já estamos acostumados ouvir sobre “o look” em época de eleições, mas por que ainda não colocamos em pauta a gigantesca indústria que está por trás disso tudo? Como essa roupa é feita e qual a importância da indústria da moda para o Brasil e para Santa Catarina? Além de ser a segunda indústria mais rentável do Brasil, é a única que tem o ciclo completo de produção que vai desde cultivo do algodão, fabricação do fio e do tecido, tecelagem, tinturarias e estamparias, confecções, designers, compradores, comércio e tantas outras engrenagens que fazem essa roda girar.

Nosso estado, Santa Catarina, tem um parque industrial de moda muito relevante, mas vem perdendo espaço para outros estados e até outros países por oferecerem condições empresariais e industriais mais adequadas. Não podemos deixar que nossas empresas saiam do nosso estado por falta de apoio e por falta de condições especiais para atuação nesse mercado.

Sobretudo após um cenário político conturbado e a pós (atual?) crise que estamos vivenciando, precisando nos reerguer, criar mais oportunidades de emprego, ter uma educação de qualidade, saúde para todos e segurança pública mínima. Podemos criar condições para que isso ocorra, e sim, a indústria da moda pode auxiliar na criação de um país melhor para vivermos.

Precisamos de mão de obra e profissionais qualificados, que nos guiem para o caminho da inovação e melhorias técnicas, tanto do produto final quanto das condições de produção. Por outro lado, também precisamos apoiar a criação autoral e as marcas nacionais a crescerem, expandirem e exportarem, mostrar para o mundo nossa potência na moda.

Mas, para isso, precisamos discutir a legislação de proteção intelectual, a carga tributária, o direito do consumidor, a legislação trabalhista, ambiental e constitucional, o compliance aplicado à moda, aplicação das regras de internet, privacidade e uso de dados e tantos outros assuntos que dependem de políticas públicas para serem efetivados.

Temos potencial para ser um país referência de moda, mas enquanto esse ramo for tratado como fútil e não for levado à sério não atingiremos nosso potencial no comércio e a transformação social esperada nunca chegará. Afinal, moda não só uma roupa bonita e uma maquiagem bem-feita, moda é business, é tendência, é mercado, é um número incalculável de oportunidades.

Vamos falar de moda?

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