Os desafios da sucessão familiar e seus impactos nos negócios

O grande  desafio na sucessão familiar é da primeira para a segunda geração. O fundador, que é o patriarca da família, o dono do patrimônio e o presidente – de fato – da sociedade familiar precisa entender que a criatura que ele criou ficou maior que ele e, em especial, mais importante que sua pessoa.

Por outro lado, seus filhos também precisam entender que não herdam um patrimônio, herdam uma sociedade.  Quando esta sucessão vira uma disputa familiar, fatalmente a empresa irá engrossar o percentual de 70% de falências/não continuidade de empresas familiares e que  tem como causa desentendimentos internos.

Adequado conhecimento e gestão  sobre como se comunicam os três pilares/eixos da empresa familiar;  a família, o negócio e a propriedade é absolutamente fundamental.  Na empresa familiar saudável há uma sobreposição desses eixos mas há também e principalmente, uma inequívoca e importante divisão quanto aos objetivos.

Na ausência dessa divisão, a consequência fatal é a empresa familiar ficar doente já que esses objetivos, que devem obrigatoriamente serem distintos, ficam misturados gerando descontrole e desorganização. De uma maneira geral, essa desorganização da empresa familiar é imediata consequência da desorganização da própria família assim e por óbvio, o caminho para reorganizar a empresa passa, necessária e de forma primordial, por reorganizar a família.

Os caminhos a serem evitados  e que levam ao descontrole e desorganização nas empresas familiares  são:

Desconhecimento de resultados econômicos.  Não há fluxo de informação a respeito, seus membros não se interessam pelo resultado dos negócios,  pelos reais  números do negócio familiar, confundem valor patrimonial com valor de mercado.

1) Problemas de sucessão, liderança e regras. Definição/indefinição de quem é o líder.

2) Falta de cultura estratégica. Prevalência  da cultura do apagar de incêndios.

3) Desorganização pelo desconhecimento e/ou falta de utilização de ferramentas de gestão. Todos entendem de tudo.

4) Desintegração de áreas de gestão (comercial, Rh, marketing, finanças, operações).   Um(a) filho(a)  tem jeito para isso,  outro(a) para aquilo…

5) Falta de planejamento e/ou dificuldade de se implementar o que se planeja.  Isso reflete a falta de envolvimento da família.  (fonte:  Formatar Consultoria Empresarial)

Assim, o que se constata é que na maioria das situações, há uma ausência de pensamento/atitude  direcionada na gestão do negócio familiar o que, além de acarretar uma fatal perda de objetivo empresarial acrescenta a equivocada preocupação em preservar uma fonte de negócio para o sustento da família, assegurado o controle do capital acionário  e finalizando,  o sucessor não deve nunca ser imposto pelo patriarca e sim,  deve ser pensado junto a família e que eles decidam entre si quem será o líder pelo simples motivo de que não vão ser donos de um patrimônio, vão e precisam entender o que é serem sócios, o que vem a ser bem diferente.

Antonio Candal Garcia  – OAB/SC 52.926

 

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s